Mercado de usados ainda prejudicado pelo impacto das restrições do Coronavírus.
• Volume de vendas de usados em Fevereiro recua 0,6% face a Janeiro de 2021.
• Vendas de veículos usados em Fevereiro de 2021 caíram 5,2% em termos homólogos e 8,1% desde o início do ano.
• Veículos típicos de frota, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, com melhores resultados do que os usados mais antigos.
• Mercado turco revela as tensões de um mercado que regressa à normalidade.
• Polónia vê alguma actividade de venda táctica para tentar preencher constrangimentos de oferta.
• Só França e Áustria estão a mostrar actividade de vendas tácticas.
• Veículos usados a gasolina (-9%) e usados a gasóleo (-11%) têm quedas acentuadas nas vendas em termos homólogos, mas existem constrangimentos de oferta em alguns mercados.
• As vendas de veículos usados em termos homólogos aumentam para os BEVs (+131%) e híbridos (+85%) à medida que as motorizações alternativas se tornam cada vez mais populares. Em relação ao mês passado as vendas de BEV subiram 7% e as dos híbridos subiram 9%.
• Os níveis totais de stock de veículos usados no início de Março de 2021 são 3,2% inferiores ao mês anterior, mas 6,2% acima de Março de 2020, e 12,3% acima do mesmo mês de 2019.
• A rotação de stock para BEVs aumenta 7% em relação ao ano anterior à medida que outras motorizações vêem uma pequena queda.
• Os veículos ICE (diesel 6.0x, gasolina 5.3x) continuam a ser os usados que vendem mais rápido.
• O início do ano viu o nosso índice de preços subir em linha com as tendências sazonais habituais, uma vez que a nossa amostra de veículos com 3 anos é reposta pelas primeiras matrículas de 2018, em comparação com as primeiras matrículas de 2017 rastreadas durante 2020. Com um conjunto consistente de veículos, é expectável que o ciclo de vida apresente um movimento de descida constante nos preços médios mensais, mas a maioria dos mercados está a contrariar esta tendência.
• As vendas online tornaram-se numa componente fundamental do comércio de usados durante a crise Covid-19 e, daqui para a frente, existem poucas evidências que suportem o regresso total aos modelos operacionais pré-crise.

Mercados Europeus –
Vendas online de B2C caíram 8,1% nos primeiros dois meses de 2021

Em toda a região da UE que cobrimos e excluindo a Turquia, as vendas online de veículos usados B2C caíram 5,2% em Fevereiro de 2021 face a Fevereiro de 2020. Em termos globais, coloca o mercado em queda de 8,1% nos primeiros dois meses do ano. Fevereiro deverá assinalar o fim das tendências negativas em comparação com um ano antes, sendo Março o primeiro comparador para um período de bloqueio Covid-19.

O efeito dos bloqueios e da Covid-19 também continua a ter impacto não só na forma como as pessoas estão a comprar automóveis usados, com o aumento da actividade online, mas também quando o fazem. Após a corrida de Ano Novo em Janeiro na maioria dos mercados, e antes da mudança da chapa de matrícula no Reino Unido, Fevereiro geralmente vê as vendas de usados cair cerca de 7,5% mensalmente, no entanto, a crescente procura resultou em vendas que se mantiveram quase em pé de igualdade com Janeiro, apresentando uma queda de apenas 0,7%.

Com vários países a enfrentar uma terceira vaga da Covid-19, e as vacinações que não acontecem rapidamente em vários países da Europa continental, parece que boa parte de 2021 ainda vai ter grande parte da região a entrar e sair dos bloqueios, com impacto nas vendas de automóveis novos e usados.

No entanto, os retalhistas estão a aumentar a sua presença online, o que está a resultar em parte do crescimento das vendas de B2C online que estamos a assistir. Estamos neste momento a realizar algumas pesquisas sobre este tema e esperamos poder trazer-lhe mais informações sobre como isto está a desenvolver-se em edições posteriores do Observatório INDICATA, este ano.

Entretanto, continuaremos a acompanhar a forma como a Covid-19 está a ter impacto na indústria, mantendo o foco do nosso relatório tanto nos volumes como na rotação de stock.

Usados provenientes de frotas performam melhor do que os
restantes usados

As vendas podem estar em baixa em toda a região, mas o aumento das vendas online está a funcionar bem para os retalhistas que estão a negociar veículos provenientes de frotas, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Embora as vendas tenham-se mantido
similares em termos homólogos, é preciso considerar que estamos a comparar um Fevereiro de 2021 com restrições devido à Covid-19, com um Fevereiro de 2020 pré-pandemia. Além disso, note-se o melhor desempenho dos automóveis provenientes de frotas em comparação com os veículos usados mais jovens e mais antigos do mercado.

As vendas de veículos usados recentes caíram em comparação com o ano passado, mas a queda de 6% é muito menor do que a queda de 25% em termos homólogos no mês passado. Os sinais são de que alguns fabricantes estão a começar a apoiar algumas vendas tácticas em determinados mercados e que os concessionários estão a conseguir escoar através do aumento das vendas online. Há mais evidências disso com a rotação de stock a crescer 10% (para 4x) em termos homólogos para os veículos mais recentes.

Embora a rotação de stock para todas as outras idades tenha descido em comparação com Fevereiro de 2020, a média de cerca de 6,2x para carros com 3 anos e acima é uma melhoria em relação aos 5,8x observados no mês passado, trazendo alguma confiança para
o futuro. Usados provenientes de frotas performam melhor do que os restantes usados A transição do tradicional motor de combustão interna (ICE) continua no mercado de usados com veículos usados a gasóleo a descer 19% em Janeiro e uma nova queda de 11% este mês face ao ano anterior. Os veículos usados a gasolina seguiram um caminho semelhante, com uma queda de 9% em Fevereiro, na sequência da queda de 21% que observámos o mês passado. Antes de apagar totalmente as motorizações ICE do mercado de usados, vale a pena notar que a rotação de stock para o gasóleo (6x) e para a gasolina (5,3x) só caiu ligeiramente em relação ao ano passado e vendem muito mais rápido do que os veículos eléctricos a bateria BEVs (3,5x) e do que os híbridos (4x).

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