VEs alcançam 2,1% do mercado no Brasil e devem crescer 64% em 2021 sobre 2020

O total de veículos eletrificados vendidos no Brasil em 2021 até novembro já superou a marca dos 30 mil, segundo o registro de emplacamentos do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores do Ministério de Infraestrutura).

Foram 3.505 eletrificados só em novembro de 2021 e 30.445 desde janeiro, estabelecendo mais um novo recorde anual de vendas de automóveis e comerciais leves desse segmento no mercado doméstico brasileiro.

Os números de novembro também alcançaram o recorde histórico de 2,1% de market share sobre as vendas domésticas totais do mês (161.027 autos + comerciais leves, segundo a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos-Fenabrave).

O resultado de novembro também é 26% superior ao de outubro desde ano (2.787) e 57% superior ao de novembro de 2020 (2.231).

Já os 30.445 eletrificados de janeiro a novembro representam 1,7% do market share total do período (1.780.906 veículos – Fenabrave).

Os números referem-se à soma de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos (HEV+PHEV+BEV), sem incluir ônibus, caminhões e veículos elétricos levíssimos.

BEV
O destaque ficou para o desempenho dos veículos totalmente a bateria (BEVs), que já venderam 2.137 unidades de janeiro a novembro, devendo chegar a dezembro com o triplo de emplacamentos de 2020 (que foi de 801).

Com esses números, os BEVs passaram da média em torno de 5% para 7% do total de vendas de veículos eletrificados no Brasil.

Confira a evolução das vendas de BEVs no Brasil:
2010: 10
2011: 8
2012: 22
2013: 39
2014: 61
2015: 61
2016: 132
2017: 137
2018: 176
2019: 538
2020: 801
1º semestre 2021: 732
Jan/nov 21: 2.137
FONTE: ABVE/Renavam

HÍBRIDOS
Em 2021, o mercado segue sendo liderado pelos HEVs, os veículos elétricos híbridos, que emplacaram 17.909 unidades de janeiro a novembro, ou 58% do total.

No mesmo período, foram emplacados 10.399 veículos elétricos híbridos plug-in (PHEV), ou 34% do total.
Os 30.445 eletrificados vendidos de janeiro a novembro representam aumento de 54% sobre o total comercializado em todo o ano de 2020 (19.745).

Os números confirmam e superam a previsão da Associação Brasileira do Veículo Elétrico de que o mercado em 2021 chegaria a 28 mil eletrificados vendidos em 2021.

Com o bom desempenho de novembro, esse total provavelmente chegará a 32.500 emplacamentos em dezembro – o que representará um aumento de 64% sobre o total de 2020.

Os 3.505 emplacamentos de novembro revertem a tendência dos dois meses anteriores, que registraram vendas abaixo de 3 mil unidades no segmento de eletrificados (2.787 em outubro e 2.756 em setembro).
E ficam 57% acima das vendas de novembro de 2020 (2.231).

Os números confirmam a tendência de crescimento acentuado do mercado de automóveis e comerciais leves eletrificados no Brasil nos últimos três anos.

PLANO NACIONAL
O total de automóveis e comerciais leves eletrificados já em circulação no Brasil chega a quase 73 mil.
Tal crescimento deve ser comemorado, mas sem obscurecer o fato de que esse mercado no Brasil ainda evolui num ritmo muito inferior ao dos principais países do mundo, lembrou o presidente da ABVE, Adalberto Maluf.

“Ainda temos de avançar muito para o Brasil alcançar o patamar de eletrificação de sua frota compatível com o tamanho e a importância do mercado brasileiro de automóveis”.

“A participação dos veículos elétricos na Europa, por exemplo, deve pular dos atuais 11% de market share para nada menos do que 22% este ano. E este número só inclui os veículos BEVs e o PHEVs, ou seja, os elétricos plug-in. No Brasil, estamos comemorando 2%, mas incluindo nessa conta os veículos híbridos não plug-in”.

“No Brasil, o veículo a combustão paga mais imposto do que o veículo elétrico, o que é um contrassenso. Além disso, o mercado se ressente da inexistência de um plano nacional de eletromobilidade liderado pelo governo federal, que seja capaz de integrar todas as ações a favor da eletromobilidade do país ao objetivo global de reduzir as emissões de poluentes no transporte, com metas viáveis e definidas”.

“Contribuir para viabilizar esse plano nacional é o principal programa de trabalho da ABVE para 2022” – concluiu Adalberto Maluf.

EVOLUÇÃO

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